- “Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça. Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso. E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.” (Rm 4:9-12 RA)
A justificação
pela fé é uma das colunas do cristianismo bíblico, por isso, precisa ser crida
corretamente e vivida coerentemente. Se não tivermos cuidado, colocamos o carro
na frente dos bois, isto é, as obras antes da fé, o que é incorreto desastroso espiritualmente.
Depois de afastar-se de Deus por não agir por fé, o homem tenta voltar para Ele, também sem mover-se por ela. Se Adão tivesse permanecido crendo na Palavra de Deus não teria pecado, pois sua desobediência foi movida por incredulidade naquilo que Deus dissera.
Semelhantemente, por falta de confiança no que Cristo fez na cruz, o homem
quer realizar obras para voltar para Deus, ignorando que a justificação é recebida
pela graça mediante a fé. Isso significa que pela ausência de fé o homem pecou e agora desconsiderando-a, quer voltar para Deus sem Cristo, comportamento esse que novamente é contrário ao ensino bíblico.
Paulo
deixa claro para os cristãos de Roma que a justificação de Abraão aconteceu pela
fé, antes da circuncisão, por isso é mérito exclusivo de Cristo. A circuncisão veio
depois para testemunhar a salvação e não para promovê-la. Logo, fé vem antes
das obras e não o contrário.
Em
nossos dias e contexto não temos questões em relação a circuncisão como obra
salvífica, mas, por vezes, encontramos cristãos crendo no batismo, na retidão
moral e nas boas obras, como atitudes que provocariam, ou
complementariam a salvação, crenças estas que promovem e revelam os mesmos
erros teológicos do passado, deixando a justificação pela fé e promovendo a
justificação pelas obras, o que é impossível.
Diante destas
verdades, preservemos a crença que a salvação é fruto da fé (confiança
exclusiva na obra vicária de Cristo) e sempre
antecederá as obras (batismo, retidão moral, ajuda ao próximo), e estas, por sua vez apenas
testemunharão a fé e nunca promoverão e nem completarão justificação, pois são
efeitos e não causa.
- “Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Rm 4:3 RA)
- “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem. Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante? Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus. Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho? Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.” (Tg 2:19-26 RA)
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