- “Mas, ainda assim, prosseguiram em pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo. Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto. Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?” (Sl 78:17-19 RA)
- “Quando os fazia morrer, então, o buscavam; arrependidos, procuravam a Deus. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu redentor. Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam. Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança.” (Sl 78:34-37 RA)
- “Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos. Tornaram atrás e se portaram aleivosamente como seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.” (Sl 78:56-57 RA)
A infidelidade, a ingratidão, a
rebeldia, a falsidade, são defeitos estruturais no caráter, e ali perseveram,
ainda que o indivíduo, ou uma geração, sejam abençoados, ajudados e perdoados.
A maior parte dos versículos do Salmo
78, relatam a obstinação dos hebreus e sua incontinência em relação ao Senhor,
apesar das inúmeras e incontáveis bênçãos recebidas das mãos de Deus. Isso
revela que, quando não há quebrantamento verdadeiro, arrependimento, confissão
de pecados, restituição e reestruturação da vida, não há transformação,
consequentemente haverá perpetuação do pecado.
Pessoas cujo coração é desvirtuado,
são eternas insatisfeitas, incrédulas, desleais, hipócritas, murmuradoras e
sempre procederão fora dos padrões divinos, ainda que sejam ajudadas, pois é uma
questão de natureza. Quem assim é e procede, não prospera apesar das inúmeras
bênçãos recebidas, pois as maldições o acompanham.
- “Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado. Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado.” (Ag 1:5-6 RA)
Oremos para que haja mudanças reais
em nossos corações, caso contrário, seremos eternos murmuradores e nos associaremos
a pessoas da mesma estirpe, consequentemente teremos o mesmo fim, a ruína. Ao
mesmo tempo, não pensemos que por ajudar, acolher, agraciar pessoas elas
mudarão, pois se não revelam verdadeiro arrependimento, voltarão a fazer o
mesmo que fizeram outrora, pois não pode uma árvore má dá bons frutos e nem a
árvore boa dar maus frutos.
- “Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” (Mt 7:16-23 RA)