- “Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens? Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniquidades e distribuís na terra a violência de vossas mãos.” (Sl 58:1-2 RA)
A existência de juízes é tão antiga
quanto a humana, visto que, devido a corrupção gerada pelo pecado a humanidade
se extraviou da verdade e do que é certo, surgindo a necessidade de uma
terceira pessoa analisar as queixas, intrigas, disputas, conflitos, reinvindicações,
sob a perspectiva da lei, para que o justo seja estabelecido, contudo,
infelizmente, muitos são os que deveriam ser guardiões da lei, do direito, da
santidade, da honestidade, da fidelidade e lealdade, que devido a corrupção do
próprio coração não julgam com imparcialidade e terminam consolidando
injustiças dentro e fora da Igreja.
Nos dias de Davi havia uma corrupção
daqueles que deveriam julgar as demandas dentro do povo de Deus, e diante desta
imoralidade, o homem de Deus recorre ao Supremo Juiz, para que julgue com
justiça e dê o direito a quem realmente tinha direito.
Infelizmente, em diversos casos,
aqueles que deveriam ser justos se tornam injustos, deveriam ser santos se
tornam pecadores, deveriam ser retos adotam caminhos tortos por não terem o
devido cuidado consigo e quando isso acontece na sociedade, a igreja, as
famílias e os indivíduos imergem e até
submergem na podridão e o caos se estabelece.
A palavra do Senhor diz que um dia a
Igreja se tornará um tribunal e nele o mundo e os anjos serão julgados, isso
nos fala de uma grande responsabilidade que repousará sobre os que perseverarem
em santidade, pois com a mente de Cristo teremos que analisar casos e comunicar,
o que segundo a Palavra de Deus, é certo ou errado e qual a punição do sistema
mundano e dos que dele fazem parte.
- “Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante os santos? Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida!” (1Co 6:1-3 RA)
Enquanto não chega o dia do Senhor,
precisamos pedir graça a Deus para não nos corrompermos e quando necessário
julgaremos questões entre nós, dentro da igreja. Infelizmente, desde o primeiro
século d.C. (depois de Cristo) encontramos cristãos injustos, praticando atos
reprováveis e para vergonha maior levando as demandas para incrédulos julgarem,
que decadência!!
O fato de existir injustiças entre nós já é vergonhoso e recorrermos a justiça desse mundo para que haja correção é mais vergonhoso ainda maior. Busquemos a graça de Deus para que não pratiquemos injustiças e caso soframos tais males não expormos o Evangelho à pessoas ímpias para analisarem e darem vereditos, pois isso é a publicação da decadência moral dos que compõem a Igreja.
- “Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos! O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos próprios irmãos! Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (1Co 6:4-11 RA)
Busquemos em Cristo andar certo e fazer
o que é certo e se necessário for recorrermos a um tribunal que seja interno e
os que dele participarem julguem não segundo suas preferências ou amizades, e
se mesmo assim houver injustiça que venhamos abrir mão do que temos direito,
para que o testemunho do Evangelho não seja maculado ainda mais.