- “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação. Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés? E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade.” (Hb 3:15-19 RA)
Após a gloriosa e portentosa saída
do Egito, lemos o relato do fracasso espiritual de uma geração que embora visse milagres diuturnamente (nuvem
protetora, coluna de fogo, maná diário, água brotando da rocha, leis divinas,
etc.) provocou a ira de Deus, andou em círculos no deserto e morreu sem tomar
posse da terra prometida, com a exceção de Josué e Calebe.
Mas, o que provocaria tamanho
fracasso? O que geraria um fim tão tenebroso, para quem teve o início glorioso?
Hebreus 3 nos traz claras respostas, pois o Espírito Santo deixa claro que
ainda que Deus faça milagres e prodígios, levante líderes tementes e conectados
com Ele, expresse claramente Sua voz, de nada adiantará se as pessoas tiverem
um coração endurecido, permeado de incredulidade, produtor de desobediência e rebelião,
pois, quem é assim, será privado do propósito maior.
Ao lermos os relatos de como era e o
que aconteceu com a “igreja do pastor Moisés”, devemos ficar temerosos, pois
podemos incorrer nos mesmos erros e termos os mesmos destinos. Desta feita, nos
exortemos mutuamente, oremos uns pelos outros, mas principalmente nos
quebrantemos, creiamos e obedeçamos ao Senhor, para que possamos ter um término
de jornada diferente daqueles que durante a história bíblica começaram bem e
terminaram mal. Exemplos não nos faltam! Vigiemos e oremos para não cairmos em
tentação. Lembre-se: Começar bem é importante, continuar bem é gratificante, terminar bem é determinante.
“Ora,
irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e
todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no
mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e
beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os
seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles,
razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram
exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles
cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está
escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se.
E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só
dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já
fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns
deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes
sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós
outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa
estar em pé veja que não caia. Não vos sobreveio tentação que não fosse humana;
mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças;
pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que
a possais suportar. Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” (1Co 10:1-14 RA)