- “Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão.” (Pv 12:9 RA)
A vida cristã tem como uma de
suas marcas as constantes lutas contra o mal. Inimigos se multiplicam, desafios
se nos apresentam, batalhas são travadas, armadilhas são armadas, tentando nos
destruir, contudo, as armas mais letais usadas pelo inimigo são as que ele
consegue implantar silenciosamente em nossa alma, pois podem nos corroer,
corromper, enfraquecer e nos destruir sem que venhamos perceber, e, dentre estas, estão
o orgulho, a soberba, a altivez de espírito e a vaidade.
Quando o inimigo consegue
contaminar nossa alma através da altivez, da soberba, do orgulho e da vaidade, perdemos a capacidade de ver, ouvir e sentir a nossa pecaminosidade e somos conduzidos
sutilmente e sorrateiramente aos calabouços espirituais e as masmorras das
trevas onde o pecado nos enlaça, nos conduzindo ao “orgulho espiritual”, a
obstinação, a teimosia e à ruina.
Por incrível que pareça, o
inimigo utiliza como meio de inserção da soberba espiritual, as situações de
prosperidade, conquistas, aquisição de conhecimento e vitórias, e sem
percebermos somos infectados como aconteceu com lúcifer e terminamos sendo
separados de Deus.
Precisamos estar muito atentos
pois os troféus, as medalhas, os diplomas, as aquisições, as construções, as experiências
espirituais, a conta bancária, associadas aos elogios, aos tapinhas nas costas,
as homenagens, podem nos levar a pensar que somos capazes em nós mesmos e assim
sermos arruinados.
Para não cairmos na vaidade, no orgulho,
na altivez de espírito, tornando-nos cegos, surdos e insensíveis, precisamos
adotar algumas posturas como:
- Se auto humilhe;
- Confesse seus pecados a Deus e aos outros;
- Sente para aprender;
- Deixe os outros falarem sem você interromper;
- Peça perdão quando errar;
- Preste contas;
- Obedeça as regras;
- Respeite os limites;
- Crucifique seu eu;
- Elogie os outros;
- Reconheça publicamente quanto depende e precisa dos outros;
- Troque o “Eu”, pelo “nós”, ou por “eles”.
- Não se autoelogie;
- Saia da frente do espelho;
- Não fique contemplando os troféus, os diplomas, as conquistas;
- Apresente gratidão a Deus e as pessoas;
- Assuma publicamente que é um pecador, limitado, falho, que já errou, erra e errará.
Enfim, mantenhamos nossa cara no
pó, pois sem o Senhor e as pessoas que Ele colocou em nossas vidas, não seríamos
ninguém e nem teríamos o que temos. Lembre-se: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e
o que se humilha será exaltado.” (Lc 14:11 RA)
- Textos complementares sobre o tema:
- “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” (Lc 18:11-14 RA)
- “Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber.” (1Co 8:2 RA)
- “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.” (Rm 12:16 RA)
- “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Is 5:21 RA)
- “Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia.” (Pv 30:12 RA)
- “Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele.” (Pv 26:12 RA)
- “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal;” (Pv 3:7 RA)
- “Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.” (Pv 27:2 RA)