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28 de out. de 2026

Provérbios 2. Tema: Se aceitares, clamares e buscares, entenderás, alcançarás e realizarás.

  •  “Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.” (Pv 2:1-5 RA)

           A fé determina as obras, o acumulado no coração (mente) determina as palavras a serem proferidas, as ações geram reações, as escolhas determinam conquistas ou perdas, a história encaminha a eternidade, enfim, o acaso, a sorte, as escolhas dos outros tem um peso bem menor do que imaginamos, afinal somos responsáveis por nós e por nossas escolhas.

           Salomão, escrevendo conselhos para seu filho Roboão, procura alertá-lo de que não basta sonhar, desejar, imaginar,  e planejar o melhor, é necessário ter e fazer escolhas coerentes, caso contrário, tudo não passará de divagações e delírios.

           Se Roboão, queria entender o temor do Senhor e achar o conhecimento de Deus, teria que aceitar e acatar as ordens do pai, sendo um ouvinte atento. Precisaria orar intensamente por inteligência e por entendimento e buscar a sabedoria como pedras preciosas, que enriquecem o garimpeiro.

           Caso tenhamos as mesmas aspirações de Roboão, precisaremos considerar a necessidade de irmos além das teorias, filosofias, teologias e divagações mentais. Nossas ações e reações precisarão corroborar para que o desejado aconteça, caso contrário, a vida passará e os sonhos serão apenas delírios de uma alma em divagação e o resultado será a frustração.

15 de set. de 2026

Salmo 109. Tema: Um espírito diferente.

  • “Ó Deus do meu louvor, não te cales! Pois contra mim se desataram lábios maldosos e fraudulentos; com mentirosa língua falam contra mim. Cercam-me com palavras odiosas e sem causa me fazem guerra. Em paga do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro. Pagaram-me o bem com o mal; o amor, com ódio.” (Sl 109:1-5 RA)

            Como você tem reagido àqueles que lhe fazem mal? Quais tem sido suas palavras ao saber que lhe denigrem? O que deseja sua alma, para aqueles que lhe prejudicaram?

            Precisamos entender que o mal que fazem contra nós tem um propósito duplo. O primeiro é revelar quem são as pessoas, e o segundo é mostrar-nos quem somos, visto que pelos frutos se conhecem as árvores, já que cada uma produz segundo as suas espécies.

Normalmente ficamos entristecidos, enraivecidos e indignados, quando descobrimos que aqueles que estimávamos, “levantaram contra nós o calcanhar” e nos prejudicaram. Tais sensações são terríveis e ficamos a pensar: “ Como estes supostos “amigos” eram dissimulados em suas malignidades?” Mas, existe um outro lado da história, que devemos atentar sobriamente, pois fala a nosso respeito, pois, se a maldade das pessoas é revelada por suas ações, a nossa é publicada por nossas reações.

Observe exemplos como os de Moisés, Pedro, Tiago e João, que ao serem atacados, desrespeitados, desconsiderados, de imediato agiram de maneiras fora do padrão divino. Moisés, quebrou as tábuas da Lei e feriu a rocha. Pedro tentou degolar o soldado que veio prender Jesus e os irmãos Tiago e João, que eram apóstolos queriam orar para que fogo descesse do céu e consumisse os samaritanos, assim, as ações perversas dos outros, expuseram a malignidade que havia neles.

Por outro lado, encontramos exemplos como os de Davi, que mesmo sendo ungido por Deus, fugiu de Saul e Absalão para não matá-los. Estevão que ao ser apedrejado e Jesus ao ser crucificado, pediram ao Pai que perdoasse seus algozes. Estes três reagiram de maneira contrárias as dos seus opositores, revelando assim, o que tinham dentro de si.

As ações das pessoas e nossas reações, são mais reveladoras do que pensamos. Por isso, Deus permite adversidades, privações, perdas, traições e abandonos, pois, só assim descobriremos quem de fato, tanto as pessoas, quanto  nós somos.

O salmista, afirmou que mesmo as pessoas lhe fazendo mal, ele orava, revelando assim que era um homem de Deus: “Em paga do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro.” (Sl 109:4 RA) Você o que  tem feito?

Aprendamos com as ações das pessoas, para mantê-las à distância,  pois revelaram quem de fato são, mas também atente para suas reações, pois anunciam quem de fato você é.

Ao descobrir quem as pessoas são, estabeleça distâncias de segurança e proteja-se, pois agora você as conhece, porém em relação a você, agradeça a Deus por esta oportunidade e clame por arrependimento e mudança de natureza, pois se reage de maneiras semelhantes as daqueles que lhe fizeram mal, provavelmente é igual, ou pior do que eles.

“Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, mas alarido dos que cantam é o que ouço. Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então, acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte;” (Êx 32:18-19 RA)

  • “Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei.” (Nm 20:11-12 RA)
  • “Vendo isto, os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir? Jesus, porém, voltando-se os repreendeu e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E seguiram para outra aldeia.” (Lc 9:54-56 RA)
  • “Então, Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco.” (Jo 18:10 RA)
  • “Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR. Com estas palavras, Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; retirando-se Saul da caverna, prosseguiu o seu caminho.” (1Sm 24:5-7 RA)
  • “Disse, pois, Davi a todos os seus homens que estavam com ele em Jerusalém: Levantai-vos, e fujamos, porque não poderemos salvar-nos de Absalão. Dai-vos pressa a sair, para que não nos alcance de súbito, lance sobre nós algum mal e fira a cidade a fio de espada.” (2Sm 15:14 RA)
  • “E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.” (At 7:59-60 RA)
  • “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” (Lc 23:33-34 RA)