- “Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz: Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos. Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei. Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores; já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores. Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe. Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa. Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.” (Pv 7:13-23 RA)
O poder do discurso é real desde a
criação do homem, pois foi através de palavras “bem colocadas”, embora mal
intencionadas, que Eva foi enganada e Adão conquistado.
- “E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” (1Tm 2:14 RA)
- “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” (Gn 3:1-7 RA)
Salomão, consciente do perigo do
discurso, alertou seu filho para as palavras da mulher adúltera, pois são
escolhidas e aplicadas de forma que seduzem e envolvem, mas também aprisionam e
matam.
Precisamos ter muito cuidado com o
que ouvimos, pois podemos ser enredados, enlaçados e posteriormente arruinados.
Tanto a história bíblica, quanto a extrabíblica, nos mostram que é pelos
ouvidos quem muitos são arrastados para a ruína, e, encantados entregam suas
almas ao sofrimento e à morte.
Diante do poder sedutor das palavras,
necessitamos analisar criteriosamente as narrativas, pois como “o canto da
sereia”( mitologia) pode e tem atraído
pessoas que dopadas foram e serão arruinadas e destruídas.
Vejamos alguns critérios para analisarmos
as palavras, os discursos, as narrativas:
- Tenha a Palavra de Deus como régua, para medir tudo que está sendo dito;
- Não seja ingênuo, pensando que as pessoas são puras, fique atento;
- Analise o histórico de quem fala e daqueles que o seguiram, pois contra fatos não há argumentos;
- Faça perguntas como: Glorifica a Deus? Jesus aprovaria esta fala? Está alinhada com a Palavra de Deus? Me aproxima do propósito de Deus? Os homens e mulheres que temem a Deus, concordam com estes ensinos? Quais os frutos desta pessoa que tanto fala? Como estão os que já deram ouvidos a estas palavras?
- “Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração. Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente; para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras.” (Pv 7:1-5 RA)
- “Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.” (Pv 7:21-23 RA)
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