2 de nov. de 2026

Provérbios 7. Tema: O discurso é sedutor, o resultado é avassalador.

  •  “Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz: Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos. Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei. Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores; já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores. Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe. Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa. Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.” (Pv 7:13-23 RA)

           O poder do discurso é real desde a criação do homem, pois foi através de palavras “bem colocadas”, embora mal intencionadas, que Eva foi enganada e Adão conquistado.

  • “E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” (1Tm 2:14 RA)
  • “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” (Gn 3:1-7 RA)

          Salomão, consciente do perigo do discurso, alertou seu filho para as palavras da mulher adúltera, pois são escolhidas e aplicadas de forma que seduzem e envolvem, mas também aprisionam e matam.

          Precisamos ter muito cuidado com o que ouvimos, pois podemos ser enredados, enlaçados e posteriormente arruinados. Tanto a história bíblica, quanto a extrabíblica, nos mostram que é pelos ouvidos quem muitos são arrastados para a ruína, e, encantados entregam suas almas ao sofrimento e à morte.

       Diante do poder sedutor das palavras, necessitamos analisar criteriosamente as narrativas, pois como “o canto da sereia”( mitologia) pode  e tem atraído pessoas que dopadas foram e serão arruinadas e destruídas.

       Vejamos alguns critérios para analisarmos as palavras, os discursos, as narrativas:

  •        Tenha a Palavra de Deus como régua, para medir tudo que está sendo dito;
  •        Não seja ingênuo, pensando que as pessoas são puras, fique atento; 
  •        Analise o histórico de quem fala e daqueles que o seguiram, pois contra fatos não há argumentos;
  •        Faça perguntas como: Glorifica a Deus? Jesus aprovaria esta fala? Está alinhada com a Palavra de Deus? Me aproxima do propósito de Deus? Os homens e mulheres que temem a Deus, concordam com estes ensinos? Quais os frutos desta pessoa que tanto fala? Como estão os que já deram ouvidos a estas palavras?
        Tome algumas posições como: Evite ouvir, não se aproxime de determinados ambientes, não dê acesso a determinadas pessoas, deixe cada um arcar com as consequências de suas escolhas, ore para que Deus lhe proteja e liberte os que estão encantados e enlaçados pelo mal, não queira ser mais do que Deus. 
  • “Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração. Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente; para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras.” (Pv 7:1-5 RA)
          Salomão, deixou bem claro para seu filho e para as gerações seguintes que o discurso da sedução, do adultério, da infidelidade, do pecado e da morte, só apresenta prazeres desprovidos de esforços, benefícios desvinculados de preço, plantios apartados das colheitas,  ações separadas de reações, prazeres imediatos, omitindo sempre a justiça e o juízo divinos, assim como os amargores e perdas advindas para quem resolve dar ouvidos ao mal.

  • “Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.” (Pv 7:21-23 RA)

 

 

 

 

 

 

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